Era uma vez: Histórias infantis em prosa e verso

by - dezembro 29, 2019


O encantador de borboletas

Era uma vez um menininho 
que tinha os olhos pintados 
com a essência dos pássaros. 

E tendo pássaros nos olhos 
tinha vocação para nuvem. 

Todas as manhãs 
vestia-se do céu 
e voava para além de si.

Todos os seres alados
eram encantados
por sua presença.

Encantados eram os seres de grandeza:
pássaros, águias e fadas.
E mais ainda os seres de pequeneza
mosquitos, joaninhas e, principalmente, borboletas.

Às vezes, me parecia
que as borboletas nasciam
no brincar com palavras do pequenino.

Hora outra, eu via
as borboletas tecerem poesia
dos seus dedinhos finos...

Até hoje não sei
a fonte dos seus encantos,
se era o perfume ou o colorido,
os olhos ou o sorriso-menino.

Mas uma coisa eu sei,
das histórias que ecoam
por todos os Brasis,
seja como fato, mito ou lenda
assim ficou conhecido
o menino José: 
Encantador de Borboletas.


___
Sabe-se que certo dia, 
lá na pontinha do Brasil,
encontrou uma beleza rara, 
não sei se sereia ou princesa 
                borboleta ou fada
que conseguiu o inusitado:
encantar o encantador.
Que, sem mais delongas,
virou poesia e voou 
rumo ao horizonte dourado.
Outros dizem que ficou mesmo é apaixonado.
E se teve um final feliz?
Não sei... 
essa foi uma história que ouvi
enquanto o dia adormecia...

Homenagem ao poeta José de Castro e Tânia Maria Batista Reinaldo.


Poema de minha autoria publicando no livro "Era uma vez: Histórias infantis em Prosa e Verso", organizado por Ana Maria C. Bernardelli e Fágio Gondim. Campo Grande/MS: Editora Life, 2019.
ISBN 978-85-8150-683-8

Poema escrito em 03 de maio de 2008.

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1 comentários

  1. Que singeleza! Amei... Obrigado, querida amiga poeta... Só mesmo você para saber cultivar a boa amizade através da magia poética... Carinhoso abraço de gratidão...

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