Madrugada II

by - fevereiro 19, 2019



05 de maio de 2018
o clarão ecoa desbotando o céu
todos os azuis são visíveis a olho nu
tudo parece nunca
porque eu sou outra


o urro dos motores ofusca os bem-te-vis
um passarinho solitário brinca de telefone sem fio
“quero-quero”
a manhã rasga meus olhos
sou trevas


o horizonte incendeia
não vejo mais a estrela da manhã
sem guia
perfumo a casa com café
um passarinho anônimo gorjeia




*
Este poema foi publicada no livro
Conexão Brasil
2018
página 207
ISBN 978-8593043-66-6




You May Also Like

0 comentários

Instagram