Madrugada I
29 de abril de 2018
lentamente a treva se dissipa
presa no topo de uma árvore
a estrela da manhã ainda está visível
do cárcere
eu ainda desejo que esta estrela me guie
um passarinho grita longe
rasgando o pequeno véu entre a solidão e o dia
o frescor da madrugada não tem o mesmo perfume
“bem-te-vi”
mas está tudo bem
eu não sou a mesma prisioneira de antes...
*
Este poema recebeu "Menção Honrosa" no Concurso Literário: Contos, Crônicas e Poemas, organizado pela CLIPmulher - Câmara Literária de Pomerode/RS, e foi publicada no livro Conexão Brasil, 2018, página 172.
ISBN 978-8593043-66-6

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