05 de maio de 2018
o clarão ecoa desbotando o céu todos os azuis são visÃveis a olho nu
tudo parece nunca
porque eu sou outra
o urro dos motores ofusca os bem-te-vis
um passarinho solitário brinca de telefone sem fio
“quero-quero”
a manhã rasga meus olhos
sou trevas
o horizonte incendeia
não vejo mais a estrela da manhã
sem guia
perfumo a casa com café
um passarinho anônimo gorjeia
*
Este poema foi publicada no livro
Conexão Brasil
2018
página 207
ISBN 978-8593043-66-6

