Caixa torácica

by - março 09, 2021



Um poema de minha autoria na Revista Piúna n° 2.


caixa torácica

mergulha na pupila da noite
e não há outro lugar onde queira estar
a escuridão úmida lhe envolve

na pele fina do miocárdio
um nome
um rosto
os átrios teimam e se inundam desse sonho lúcido
dessa presença cálida

a voz rouca de manhãs
a ponta do dedo a tocar o rosto
a boca que sela a palma da mão

no engodo do dia
uma lágrima assombra os corredores deste palacete de alabastro
mausoléu
caixa torácica



Diana Pilatti


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