Seis tercetos à Loucura

by - dezembro 24, 2020

 



Lua cheia. Anda pela rua,

entoando sua canção

insone - a Loucura.


A loucura, certa noite, me disse seu nome

com seu sorriso amarelo-madrugada

inteligível - para minha sorte.


Uma poeta

cavalga a noite-corcel

- sonhos pisoteados.


Com a palavra na mão

lima a poeta lima

um poema burila.


Quixotesca, lanço poesias ao vento

movendo moinhos antigos

moendo versos e tempo.


A Loucura veio me ver

e trouxe algumas paranoias

etílicas - tim tim - para beber.



Publicado originalmente na

Revista Barbante

Ano VIII – Nº 34 – 22 de dezembro de 2020

ISSN 2238-1414

página 117


Para ler a Revista Barbante completa, clique aqui.





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